.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Roberto Carlos confirma acerto por dois anos com o Corinthians

Posted by cesaraialves@gmail.com On 16:52 No comments


O lateral Roberto Carlos confirmou acerto com o Corinthians por duas temporadas e já agendou apresentação ao clube: dia 20, quando retorna ao país após se desligar do Fenerbahce, da Turquia. Ainda na Europa, o lateral, entretanto, já adota discurso de atleta do time do Parque São Jorge.

O projeto Libertadores foi determinante para a escolha do Corinthians como clube a defender em 2010, diz Roberto Carlos. Ao lado de Ronaldo, o lateral vislumbra fazer história no Corinthians conquistando a competição continental.

"Em relação ao Ronaldo, vou poder atuar no mesmo time dele. Nós queremos entrar para a história do Corinthians. E eu vou estar nesse grupo que vai disputar. Farei o meu máximo com a camisa corintiana", declarou Roberto Carlos à rádio Record.

Aos 36 anos, Roberto Carlos interrompe período de 14 anos de futebol europeu, onde defendeu a Internazionale, Real Madrid e Fenerbahce. A intenção de rescindir com o clube turco havia sido proposta pelo jogador no início do ano. Não haverá multa rescisória.

"Dará frio na barriga quando vestir a camisa [do Corinthians]. Estou ansioso em sentir a torcida de perto. Meus familiares estão orgulhosos pela minha volta. Tenho parentes palmeirenses, corintianos e santistas. Todos estão torcendo para que dê certo essa nova etapa".

A vinda de Roberto Carlos era dada como certa pela diretoria corintiana, mesmo com proposta inferior à do Santos. O lobby do amigo Ronaldo pesou na decisão de Roberto Carlos. Apesar dos planos voltados à Libertadores, Roberto Carlos coloca o Paulistão e o Brasileiro como metas do Corinthians em 2010.

Para a próxima temporada, o Corinthians aguarda as chegadas de Tcheco, apalavrado com o clube, e Iarley, do Goiás. Ralf, do Barueri, também é esperado.

Perfil do Jogador

Roberto Carlos


Último Clube
Fenerbahce
Posição
Lateral-esquerdo
Nascimento
10/04/1973
Nacionalidade
Brasileira
Local de nascimento
Garça (SP)
Altura
1,68
Peso
67
Chuteira
39
Estréia
1991, pelo União São João
Site Pessoal
http://www.robertocarlos.com.br
Carreira
União São João (BRA): 1990 - 1992
Palmeiras (BRA): 1993 - 1995
Internazionale (ITA): 1995 - 1996
Real Madrid (ESP): 1996 -2007
Fenerbahce (TUR): 2007-
Títulos
Campeonato Paulista - 1993 - Palmeiras
Campeonato Brasileiro - 1993 - Palmeiras
Torneio Rio-São Paulo - 1993 - Palmeiras
Campeonato Paulista - 1994 - Palmeiras
Campeonato Brasileiro - 1994 - Palmeiras
Campeonato Espanhol - 1996 - Real Madrid
Torneio Pré-Olímpico - 1996 - Brasil
Medalha de Bronze dos Jogos Olímpicos - 1996 - Brasil
Campeonato Espanhol - 1997 - Real Madrid
Copa das Confederações - 1997 - Brasil
Copa América (Campeonato Sul-Americano) - 1997 - Brasil
Copa dos Campeões da Europa - 1998 - Real Madrid
Mundial Interclubes - 1998 - Real Madrid
Copa América (Campeonato Sul-Americano) - 1999 - Real Madrid
Copa dos Campeões da Europa - 2000 - Real Madrid
Campeonato Espanhol - 2001 - Real Madrid
Copa dos Campeões da Europa - 2002 - Real Madrid
Copa do Mundo - 2002 - Brasil
Mundial Interclubes - 2002 - Real Madrid
Campeonato Espanhol - 2003 - Real Madrid
Feito(s)
Bola de Prata da revista "Placar" - 1993 - Palmeiras

Bola de Prata da revista "Placar" - 1994 - Palmeiras

Eleito - 1996 - Inter de Milão
Melhor lateral-esquerdo do Campeonato Italiano

Eleito - 1997 - Real Madrid
Segundo melhor jogador do mundo pela Fifa
Patrocinador(es)
Nike
Aos 34 anos, Roberto Carlos disputou sua terceira Copa com uma atuação tão ou mais desastrada que na primeira, em 1998. Fora de campo, teve uma "guerra verbal" via imprensa com Pelé e vangloriou-se do favoritismo do Brasil. Dentro de campo, jogou mal, arriscou chutes de longe quando poderia ter passado para companheiros mais bem colocados.
Mas, pior de tudo, foi sua responsabilidade no lance do gol da França, que eliminou a seleção nas quartas-de-final. No momento em que Zidane cobrou falta na esquerda, Roberto Carlos empacou na linha da área para arrumar uma de suas meias em vez de acompanhar Henry. E foi justamente Henry, sozinho, quem desviou para o gol. Com a meia arrumada, Roberto Carlos pôde assistir à comemoração dos franceses.
Titular nas eliminatórias, o jogador teve total confiança do técnico Carlos Alberto Parreira, que nunca deu a entender nos últimos anos que havia brecha para uma reposição de peças na lateral esquerda.
Atleta que teve muita velocidade em seu auge e uma verdadeira "bomba" no pé esquerdo (faz a bola chegar a 120 km/h), Roberto Carlos não apenas conseguiu chegar à seleção nacional, sonho de qualquer jogador, mas também firmou-se como titular absoluto de sua época.
O lateral iniciou a sua carreira no União São João, da cidade de Araras. Logo em sua primeira temporada no Palmeiras, foi cogitado para a seleção brasileira, que se preparava para a Copa de 1994. Não foi convocado, mas firmou-se com um dos grandes nomes na posição.
Em 1995, foi contratado pela Inter de Milão por US$ 7 milhões. Porém não fez muito sucesso na Itália, sendo negociado após uma temporada com o Real Madrid, da Espanha.
Na equipe espanhola, Roberto Carlos atingiu o verdadeiro estrelato. Seus chutes, que às vezes resultavam em gols fantásticos, transformaram-se em uma atração à parte, em qualquer partida da qual participasse. Depois dos dois títulos nacionais seguidos conseguidos pelo Real, em 1996 e 1997, o jogador firmou-se como uma das principais estrelas do time.
Seu chute ganhou até análises científicas durante o Torneio da França, em 1997. No jogo da seleção brasileira contra os donos da casa, Roberto Carlos cobrou com muita força uma falta de fora da área em disparo de efeito.
A bola fez uma curva impressionante por fora da barreira e foi morrer no fundo das redes. Uma rede de TV britânica chegou a entrevistar um cientista japonês para que ele explicasse como era possível a bola ter obtido tanto efeito.
Na Copa de 1998, Roberto Carlos era um astro que, em termos de badalação, só perdia para Ronaldo. Era então o segundo melhor jogador do planeta, segundo a eleição da Fifa no ano anterior. Mas, dentro de campo, suas atuações foram decepcionantes. Após a derrota na final contra a França, foi um dos mais criticados, principalmente por sua tendência a enfeitar jogadas.
Quando Émerson Leão assumiu a seleção brasileira, no lugar de Vanderlei Luxemburgo, no segundo semestre de 2000, Roberto Carlos viu o seu prestígio despencar na equipe. O jogador chegou a ficar de fora, inclusive, de algumas convocações.
Porém, a estrela do Real Madrid voltou a ser titular indiscutível da equipe quando Luiz Felipe Scolari foi escolhido para substituir Leão.
Apontado como um dos vilões da perda do título contra a França em 1998, Roberto Carlos chegou praticamente como unanimidade na lateral esquerda da seleção para a disputa do penta, na Coréia e no Japão. Suas atuações na Copa foram precisas e o gol de falta contra a China foi um dos mais belos do Mundial.
Mais de quatro anos distante da conquista pela seleção, porém, o jogador deixou o Real Madrid e acertou com o Fenerbahce, da Turquia, após recusar proposta do milionário Chelsea.

0 comentários:

Postar um comentário